Empresa britânica lança secador silencioso

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Com tecnologia de ponta e formato diferente do tradicional, aparelho vem sendo apontado como revolucionário na indústria da beleza

Em uma recente tarde de terça-feira em Wiltshirem na Inglaterra, o designer e engenheiro britânico James Dyson, estava em seu vasto escritório de vidro segurando um dispositivo que, segundo afirma, poderia mudar a monotonia da rotina diária de quem usa secador de cabelo. “Não há nenhum tipo de inovação nesse mercado há mais de seis décadas”, diz Dyson, 68 anos, bilionário nomeado cavaleiro pela rainha Elizabeth em 2006.

“Diariamente, milhões de pessoas usam engenhocas que são terrivelmente ineficientes, fazendo-as perder tempo e lhes causando danos em longo prazo. Percebemos que poderíamos – e deveríamos – resolver esta situação.” Ele afirma isso empunhando o que parecia ser uma espécie de donut de plástico preto e rosa, preso a uma vara. “Quatro anos, umas 100 patentes e 600 protótipos mais tarde, acho que encontramos a resposta.”

O resultado é o Dyson Supersonic, secador silencioso e com formato diferente do tradicional, apresentado em Tóquio recentemente. Ao todo, 103 engenheiros participaram da criação do super secador – o que incluiu domar mais de 1.625 quilômetros de madeixas de cabelo humano e sete mil testes acústicos. As equipes abordaram três temas centrais: ruído, peso e velocidade.

A concepção do produto foi feita no centro de pesquisa Dyson, um mundo à la Willy Wonka, em meio às ondulantes colinas de Wiltshire, com um avião de caça Harrier e um Mini Cooper no estacionamento dos visitantes. Lá, os projetos são mantidos a sete chaves, protegidos de virtualmente todos os forasteiros – e de muitos dentro da própria fábrica.

“Foi o projeto mais difícil no qual já trabalhei. Além de ter que entender a ciência do cabelo, tivemos que abordar a psicologia altamente subjetiva do usuário”, afirma Ed Shelton, gerente de design do Supersonic. “As mulheres britânicas querem volume. As japonesas querem o cabelo liso. Ninguém quer cabelo danificado. Então tivemos que criar uma frota de robôs especificamente para testar o produto várias vezes.”

A empresa diz que a parte mais importante do Supersonic é seu motor de 13 lâminas de alta velocidade. Quase do tamanho de uma moeda de 25 centavos, é pequeno o suficiente para caber na base do cabo do secador, e não na posição convencional, na parte superior do dispositivo. Isso limita o chamado efeito de halteres causados pelos modelos tradicionais, que deixam o braço dolorido. Pesando apenas 370 gramas, a nova estrutura possibilita a existência de um longo tubo silenciador e de um ventilador menor, reduzindo drasticamente o ruído.

O motor menor permite um fluxo de alta velocidade, mas não com pressão, que é como a temperatura aumenta em secadores de cabelo tradicionais, que podem queimar o usuário, caso o secador esteja muito perto da cabeça. A fusão de novas tecnologias suporta as teorias de Dyson, que diz que as ondas sonoras podem operar em um nível ultrassônico – em outras palavras, em frequências mais elevadas do que o limite superior audível para os humanos. O aparelho também conta com bocais magnéticos refratários e sensores de calor inteligentes para evitar que o cabelo queime.

Como em qualquer outro dispositivo tecnológico, pesquisa e desenvolvimento não são baratos: o investimento, incluindo um moderno laboratório de cabelo, chegou a 50 milhões de euros. O Supersonic custará US$ 399 quando chegar aos Estados Unidos nas lojas Sephora em setembro, preço bem acima da média em relação a outros secadores.

Fonte:  http://goo.gl/h1TAib

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